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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Janela de Overton e Mudanças na Maçonaria

*Janela de Overton e Possíveis Mudanças na Maçonaria*
A teoria da Janela de Overton descreve como ideias antes consideradas impensáveis podem, gradualmente, tornar‑se socialmente aceitáveis. Ela propõe que existe uma “janela” de discursos que a sociedade tolera em determinado momento. Quando essa janela se desloca — por debates, pressões culturais ou transformações sociais — temas antes rejeitados passam a ser discutidos, depois aceitos e, por fim, incorporados às instituições.

Na Maçonaria brasileira, esse conceito ajuda a compreender debates contemporâneos sobre possíveis mudanças na Constituição da Ordem, especialmente no que diz respeito à presença de mulheres nas Lojas. Para entender esse cenário, é útil esclarecer três elementos fundamentais: a Janela de Overton, os Landmarks e a Constituição da Ordem.

A *Janela de Overton*
É um modelo teórico que explica como ideias transitam entre seis estágios:  
1. Impensável  
2. Radical  
3. Aceitável  
4. Sensata  
5. Popular  
6. Política pública  

Embora criada para analisar políticas públicas, a teoria se aplica a qualquer instituição que se baseie em tradições e normas rígidas — como a Maçonaria.

Os *Landmarks* Maçônicos
Os Landmarks são princípios considerados imutáveis dentro da Maçonaria. Eles definem a identidade da Ordem, seus limites e sua legitimidade. Entre eles, tradicionalmente, está a noção de que a Maçonaria simbólica é composta por homens livres e de bons costumes. Por serem vistos como fundamentos essenciais, qualquer mudança que os toque é tratada com extremo cuidado.

A *Constituição* da Ordem
A Constituição é o conjunto de normas que organiza a estrutura administrativa, ritualística e disciplinar da Maçonaria. Diferente dos Landmarks, ela pode ser alterada, desde que respeite os princípios fundamentais da instituição.

*A Janela de Overton e o debate atual*
Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem ampliado discussões sobre igualdade de gênero, inclusão e modernização institucional. Esse movimento social pressiona diversas organizações tradicionais a reavaliar suas práticas. No contexto maçônico, isso se manifesta no debate sobre:

- participação feminina  
- reconhecimento mútuo entre potências masculinas e mistas  
- atualização de normas internas  
- revisão de interpretações históricas dos Landmarks  

A presença de mulheres nas Lojas, antes considerada “impensável” por muitos segmentos da Maçonaria regular, hoje já se encontra, em alguns círculos, no estágio “aceitável” ou “sensato”. Potências mistas e femininas (não reconhecidas) já existem no Brasil há décadas, e sua visibilidade crescente desloca a janela de percepção dentro da própria comunidade maçônica.

*Impacto nos Landmarks e na Constituição*
A grande questão é: a inclusão feminina fere um Landmark ou apenas uma interpretação histórica dele?  
Essa pergunta está no centro do debate. Se for vista como interpretação, a Constituição da Ordem pode ser ajustada. Se for vista como princípio imutável, a mudança se torna inviável.

Assim, a Janela de Overton ajuda a entender como a discussão evolui: não como ruptura, mas como um processo gradual de reinterpretação e adaptação, no qual a Maçonaria busca equilibrar tradição e relevância social.

Carlos Santarem
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#maçonaria #landmarks #constituição

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Tolerância, Retórica e Dialética na Convivência

*Tolerância, Retórica e Dialética na Convivência*

A *tolerância* é o exercício de respeitar opiniões divergentes sem gerar animosidade. A *retórica* consiste em comunicar ideias com clareza e persuasão, buscando convencer sem impor. Já a *dialética* é o método de confronto construtivo entre argumentos opostos, visando síntese e compreensão mútua. Em ambientes polarizados, essas práticas tornam-se indispensáveis para conduzir tratativas com equilíbrio e sabedoria. Como Irmãos e, principalmente, como Mestres, é nosso cuidado e dever desenvolver tais práticas, procurando inibir qualquer tentativa de constrangimento e de conflito, seja em Oficinas, em debates fora de Loja ou em grupos de Whatsapp. O aprendizado e prática constante fortalecem nossa convivência, *transformando divergências em oportunidades de crescimento e união*.

Carlos Santarem

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https://confrariabodevelho.blogspot.com/

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#maçonaria #tolerância #retórica #dialética 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Pensar Sem Amarras, Conviver com Respeito


*Pensar Sem Amarras, Conviver com Respeito*

A Confraria do Bode Velho se destaca por cultivar uma visão crítica que não teme o questionamento. Pelo contrário: entende que perguntar, duvidar e revisitar certezas é parte essencial da evolução do pensamento. Em um mundo onde ideias muitas vezes se cristalizam em dogmas, esse grupo escolhe o caminho mais desafiador — *o da reflexão contínua, da abertura intelectual e da coragem de mudar de opinião quando necessário*.

Mas essa postura crítica não se confunde com arrogância ou intolerância. A Confraria do Bode Velho também valoriza profundamente o respeito por aqueles que, em sua trajetória pessoal, encontraram respostas que lhes bastam. Reconhece que cada pessoa caminha em seu próprio ritmo, com suas próprias experiências, e que a convivência só é possível quando há espaço para a diversidade de conclusões.

Neste período do ano, quando a polarização costuma se intensificar e o fanatismo ganha terreno, essa combinação — *pensamento crítico aliado à tolerância* — torna-se ainda mais necessária. *O fanatismo, seja ele político, religioso ou ideológico, fecha portas, empobrece diálogos e alimenta conflitos*. Combatê-lo não exige confrontos agressivos, mas sim firmeza ética, abertura ao diálogo e a capacidade de enxergar o outro como legítimo, mesmo quando discorda.

A Confraria do Bode Velho, ao unir questionamento e respeito, mostra que é possível pensar com profundidade sem perder a humanidade. E que, em tempos difíceis, essa talvez seja a forma mais poderosa de evolução coletiva.

Carlos Santarem
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#fanatismo

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Os Sabotadores Ocultos da Jornada

*Os Sabotadores Ocultos da Jornada*

Na senda maçônica, os verdadeiros sabotadores não são forças externas, mas nossas sombras internas: ignorância, orgulho, inveja e medo, entre outras. Eles nascem do ego descontrolado e da falta de disciplina espiritual. Identificá-los exige nossa vigilância constante, pois se manifestam em pensamentos limitantes, atitudes impulsivas e resistência ao crescimento. *O maçom aprende que o maior inimigo habita dentro de si* e somente pela luz do conhecimento, pelo trabalho interior e pela prática da virtude é possível desmascará-los e transformá-los em degraus rumo à elevação.

*Vigilância Interior nas Reuniões de Oficina e em grupos de discussão*

Nas reuniões de Oficina em grupos como o WhatsApp, muitas vezes somos desafiados a perceber os sabotadores alheios, quando atitudes de vaidade, ciúme, inveja e raiva emergem, *semeando desavenças e revelando uma toxicidade que pode ameaçar a harmonia do todo*. Esses momentos, longe de serem apenas obstáculos, tornam-se oportunidades de aprendizado: devemos agradecer pela projeção recebida e somos compelidos a olhar para dentro de nós mesmos. Assim, permanecemos vigilantes e fortalecemos o domínio sobre nossos próprios sabotadores internos, garantindo que a egregora em qualquer ambiente (presencial e virtual) se mantenha pura e que o trabalho coletivo siga iluminado pela disciplina e pela virtude.
Sempre vigilantes.

Carlos Santarem
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#sabotadores #inimigos #vigilância 





domingo, 7 de dezembro de 2025

Mestres e o Silêncio das Oficinas

*Mestres e o Silêncio das Oficinas*

A projeção que se apresenta diante de nós revela um quadro preocupante: o desinteresse das Lojas em estimular seus Mestres a produzirem pranchas de reflexão, tanto para os Aprendizes quanto para encontros exclusivos de Mestres. Essa omissão enfraquece o espírito da Ordem, pois a prancheta não é mero rito burocrático, mas instrumento vivo de transmissão, debate e iluminação.  

O Mestre, ao se calar, abdica de sua função primordial: ser ponte entre o saber adquirido e o saber em construção. Quando as oficinas de Mestres se reduzem a formalidades, obedecendo apenas às normas reguladoras, o fogo iniciático se apaga lentamente, restando apenas cinzas de uma tradição que deveria arder em chama constante.  

Temas não nos faltam. O problema não é a escassez de assuntos, mas *a falta de estímulo e de consciência sobre a importância do exercício intelectual e espiritual do Mestre*.  

Curiosamente, muitos se encantam pelos graus filosóficos, buscando neles uma promessa de profundidade, ao mesmo tempo em que negligenciam o grau três, onde reside a verdadeira chave da evolução. O grau de Mestre não é um fim, mas um portal: nele se encontra o equilíbrio entre o visível e o invisível, entre o trabalho prático e a busca interior.  

A crítica madura nos convida a refletir: sem pranchas, sem debate, sem o exercício da palavra, a Loja se torna estéril. *É preciso resgatar o valor da oficina de Mestres como espaço de criação, questionamento e expansão*.

Carlos Santarem
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#maçonaria #oficina #mestre

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Combate Invisível e Renovação da Força

*Combate Invisível e Renovação da Força*

Irmão, recorda-te: não habitas um mundo de teu domínio, mas um campo de batalha invisível. Duas ordens do Mal se erguem contra ti: uma busca corromper tua alma, outra semear discórdia entre os teus, alimentando conflitos entre irmãos e até guerras. À luz do Grande Arquiteto do Universo, devemos unir nossas forças, sustentando-nos mutuamente contra tais ataques. A defesa não é apenas individual, mas coletiva, em favor daqueles que amamos. Concede a ti mesmo o direito de recarregar energias nas Oficinas, pois nelas reside o poder da renovação. Assim, retornarás aos campos de luta mais fortalecido, consciente de que a vitória espiritual exige disciplina, vigilância e constante alinhamento com a ordem superior.

Carlos Santarem
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#maçonaria #batalhas #oficina