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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Guardião do Último Segredo

*Guardião do Último Segredo*
Os rituais em sebos, feiras e sites de venda:

Nas dobras silenciosas da Ordem, algo inquieta. Quando um Irmão parte sem orientar o destino de seus rituais, o que era chama vira brasa exposta ao vento. O saber, antes guardado com reverência, perde o rumo e se dispersa como poeira antiga. Em sebos, feiras livres e sites na internet, livros que carregaram votos, gestos e memórias acabam nas mãos de quem não conhece seu peso. Viúvas, deixadas sem instrução, tentam adivinhar o que fazer; filhos, alheios ao simbolismo, tratam o sagrado como objeto comum. Assim, o legado se desfaz não por maldade, mas por descuido.

É nesse abandono que o tempo age com crueldade. O que deveria permanecer como herança viva transforma-se em mercadoria, empilhada em prateleiras que não conhecem o valor do que guardam. A Ordem, silenciosa, observa seu próprio eco se perder.

Talvez o chamado seja este: lembrar que o ritual não pertence ao indivíduo, mas à corrente que o sustenta. Cada Irmão, ao pressentir o fim, deveria preparar o caminho para que a chama siga adiante. Porque tradição não vive sozinha; precisa de mãos atentas, de consciência desperta, de responsabilidade compartilhada. Só assim o que é sagrado permanece vivo no tempo.

Carlos Santarem

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#maçonaria #rituais


A traição de Samuel Prichard

*A traição de Samuel Prichard*

Publicado anonimamente em Londres em 1730, *"Masonry Dissected"* foi escrito por Samuel Prichard, considerado um maçom irregular.
Alguns historiadores acreditam que o autor buscava vingar-se da Ordem e, ao mesmo tempo, aproveitar a curiosidade crescente sobre sociedades secretas. O livro tornou-se o primeiro grande “exposé” da maçonaria especulativa, *revelando rituais e símbolos* até então restritos às lojas.  

*Capítulo 1 – Introdução e Contexto*
Prichard apresentou a origem da maçonaria, vinculando-a aos construtores medievais e ao Templo de Salomão. Expos a fraternidade como moral e espiritual, mas envolta em mistério.  

*Capítulo 2 – Rituais e Diálogos*
O núcleo da obra descreve e mostra os graus de Aprendiz e Companheiro, com perguntas, respostas, sinais e palavras secretas.

*Capítulo 3 – Grau de Mestre*
Mais breve, introduziu o grau de Mestre, recém-incorporado, com símbolos como o esquadro e compasso e a palavra.

*Impacto*
A publicação gerou indignação entre os maçons, mas acabou servindo para padronizar rituais e alimentar o fascínio público. Hoje, é um documento considerado essencial para compreender a evolução da maçonaria especulativa.  

Carlos Santarem

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#maçonaria #traição #segredos




terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Benemérito: O peso da Honra

*Benemérito: O peso da Honra*
_Sobre a redução do tempo para concessão do título de Benemérito — de 25 para 20 anos de atividade, ou 15 anos de serviços excepcionais (GOB-17/03/2025)_

O termo benemérito designa aquele considerado digno de mérito, alguém cujo percurso é reconhecido pelo tempo. No entanto, quando um título é concedido apenas pela duração do serviço — e não necessariamente pela qualidade dele — surge uma reflexão profunda: *a homenagem não certifica virtudes passadas, mas convoca virtudes futuras*. Receber tal distinção significa assumir uma responsabilidade ainda maior e luminosa.  

O benemérito torna-se, inevitavelmente, um espelho. Sua conduta passa a orientar, principalmente, aprendizes, companheiros e novos mestres que observam não o título, mas o exemplo vivo que dele se espera. Assim, a verdadeira grandeza não está na condecoração, mas na postura diária que a honra transforma em compromisso.

Carlos Santarem
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#benemérito #honra #exemplo


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Janela de Overton e Mudanças na Maçonaria

*Janela de Overton e Possíveis Mudanças na Maçonaria*
A teoria da Janela de Overton descreve como ideias antes consideradas impensáveis podem, gradualmente, tornar‑se socialmente aceitáveis. Ela propõe que existe uma “janela” de discursos que a sociedade tolera em determinado momento. Quando essa janela se desloca — por debates, pressões culturais ou transformações sociais — temas antes rejeitados passam a ser discutidos, depois aceitos e, por fim, incorporados às instituições.

Na Maçonaria brasileira, esse conceito ajuda a compreender debates contemporâneos sobre possíveis mudanças na Constituição da Ordem, especialmente no que diz respeito à presença de mulheres nas Lojas. Para entender esse cenário, é útil esclarecer três elementos fundamentais: a Janela de Overton, os Landmarks e a Constituição da Ordem.

A *Janela de Overton*
É um modelo teórico que explica como ideias transitam entre seis estágios:  
1. Impensável  
2. Radical  
3. Aceitável  
4. Sensata  
5. Popular  
6. Política pública  

Embora criada para analisar políticas públicas, a teoria se aplica a qualquer instituição que se baseie em tradições e normas rígidas — como a Maçonaria.

Os *Landmarks* Maçônicos
Os Landmarks são princípios considerados imutáveis dentro da Maçonaria. Eles definem a identidade da Ordem, seus limites e sua legitimidade. Entre eles, tradicionalmente, está a noção de que a Maçonaria simbólica é composta por homens livres e de bons costumes. Por serem vistos como fundamentos essenciais, qualquer mudança que os toque é tratada com extremo cuidado.

A *Constituição* da Ordem
A Constituição é o conjunto de normas que organiza a estrutura administrativa, ritualística e disciplinar da Maçonaria. Diferente dos Landmarks, ela pode ser alterada, desde que respeite os princípios fundamentais da instituição.

*A Janela de Overton e o debate atual*
Nos últimos anos, a sociedade brasileira tem ampliado discussões sobre igualdade de gênero, inclusão e modernização institucional. Esse movimento social pressiona diversas organizações tradicionais a reavaliar suas práticas. No contexto maçônico, isso se manifesta no debate sobre:

- participação feminina  
- reconhecimento mútuo entre potências masculinas e mistas  
- atualização de normas internas  
- revisão de interpretações históricas dos Landmarks  

A presença de mulheres nas Lojas, antes considerada “impensável” por muitos segmentos da Maçonaria regular, hoje já se encontra, em alguns círculos, no estágio “aceitável” ou “sensato”. Potências mistas e femininas (não reconhecidas) já existem no Brasil há décadas, e sua visibilidade crescente desloca a janela de percepção dentro da própria comunidade maçônica.

*Impacto nos Landmarks e na Constituição*
A grande questão é: a inclusão feminina fere um Landmark ou apenas uma interpretação histórica dele?  
Essa pergunta está no centro do debate. Se for vista como interpretação, a Constituição da Ordem pode ser ajustada. Se for vista como princípio imutável, a mudança se torna inviável.

Assim, a Janela de Overton ajuda a entender como a discussão evolui: não como ruptura, mas como um processo gradual de reinterpretação e adaptação, no qual a Maçonaria busca equilibrar tradição e relevância social.

Carlos Santarem
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#maçonaria #landmarks #constituição

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Tolerância, Retórica e Dialética na Convivência

*Tolerância, Retórica e Dialética na Convivência*

A *tolerância* é o exercício de respeitar opiniões divergentes sem gerar animosidade. A *retórica* consiste em comunicar ideias com clareza e persuasão, buscando convencer sem impor. Já a *dialética* é o método de confronto construtivo entre argumentos opostos, visando síntese e compreensão mútua. Em ambientes polarizados, essas práticas tornam-se indispensáveis para conduzir tratativas com equilíbrio e sabedoria. Como Irmãos e, principalmente, como Mestres, é nosso cuidado e dever desenvolver tais práticas, procurando inibir qualquer tentativa de constrangimento e de conflito, seja em Oficinas, em debates fora de Loja ou em grupos de Whatsapp. O aprendizado e prática constante fortalecem nossa convivência, *transformando divergências em oportunidades de crescimento e união*.

Carlos Santarem

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#maçonaria #tolerância #retórica #dialética 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Pensar Sem Amarras, Conviver com Respeito


*Pensar Sem Amarras, Conviver com Respeito*

A Confraria do Bode Velho se destaca por cultivar uma visão crítica que não teme o questionamento. Pelo contrário: entende que perguntar, duvidar e revisitar certezas é parte essencial da evolução do pensamento. Em um mundo onde ideias muitas vezes se cristalizam em dogmas, esse grupo escolhe o caminho mais desafiador — *o da reflexão contínua, da abertura intelectual e da coragem de mudar de opinião quando necessário*.

Mas essa postura crítica não se confunde com arrogância ou intolerância. A Confraria do Bode Velho também valoriza profundamente o respeito por aqueles que, em sua trajetória pessoal, encontraram respostas que lhes bastam. Reconhece que cada pessoa caminha em seu próprio ritmo, com suas próprias experiências, e que a convivência só é possível quando há espaço para a diversidade de conclusões.

Neste período do ano, quando a polarização costuma se intensificar e o fanatismo ganha terreno, essa combinação — *pensamento crítico aliado à tolerância* — torna-se ainda mais necessária. *O fanatismo, seja ele político, religioso ou ideológico, fecha portas, empobrece diálogos e alimenta conflitos*. Combatê-lo não exige confrontos agressivos, mas sim firmeza ética, abertura ao diálogo e a capacidade de enxergar o outro como legítimo, mesmo quando discorda.

A Confraria do Bode Velho, ao unir questionamento e respeito, mostra que é possível pensar com profundidade sem perder a humanidade. E que, em tempos difíceis, essa talvez seja a forma mais poderosa de evolução coletiva.

Carlos Santarem
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#fanatismo