*Mestres e o Silêncio das Oficinas*
A projeção que se apresenta diante de nós revela um quadro preocupante: o desinteresse das Lojas em estimular seus Mestres a produzirem pranchas de reflexão, tanto para os Aprendizes quanto para encontros exclusivos de Mestres. Essa omissão enfraquece o espírito da Ordem, pois a prancheta não é mero rito burocrático, mas instrumento vivo de transmissão, debate e iluminação.
O Mestre, ao se calar, abdica de sua função primordial: ser ponte entre o saber adquirido e o saber em construção. Quando as oficinas de Mestres se reduzem a formalidades, obedecendo apenas às normas reguladoras, o fogo iniciático se apaga lentamente, restando apenas cinzas de uma tradição que deveria arder em chama constante.
Temas não nos faltam. O problema não é a escassez de assuntos, mas *a falta de estímulo e de consciência sobre a importância do exercício intelectual e espiritual do Mestre*.
Curiosamente, muitos se encantam pelos graus filosóficos, buscando neles uma promessa de profundidade, ao mesmo tempo em que negligenciam o grau três, onde reside a verdadeira chave da evolução. O grau de Mestre não é um fim, mas um portal: nele se encontra o equilíbrio entre o visível e o invisível, entre o trabalho prático e a busca interior.
A crítica madura nos convida a refletir: sem pranchas, sem debate, sem o exercício da palavra, a Loja se torna estéril. *É preciso resgatar o valor da oficina de Mestres como espaço de criação, questionamento e expansão*.
Carlos Santarem
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